Sempre achei super utópico viver sem carne. Sou de uma família que, se pudesse, misturaria carne até no mingau de aveia - tudo, absolutamente tudo que pode ter carne, tem.
Mas me envolvi no meio da proteção animal por sempre ter amado bichos e, com o tempo, comecei a diminuir.
Sendo bem sincera, nunca comi carne de coelho e de carneiro, essa era minha primeira frente - porque eles eram muito bonitinhos. Um dia, há alguns anos, voltando de uma cidade próxima, vi um caminhão de perus e posso jurar para você que um deles riu para mim. Pode ser sono, pode ser consciência pesada, pode ser verdade, mas nunca mais comi peru na vida. Então foi a vez do frango! Isso porque um dia fui fazer um almoço de família em casa e sabia que meu avô adorava pescoço, logo, comprei um daqueles congelados inteiros, mas nunca ninguém me contou que o negócio vinha com a cabeça. Fiquei horrorizada, sai pulando e chorando pela casa. Ainda tentei uma vez ou outra, mas nunca mais foi igual.
No dia 31 de março desse ano decidi que iria começar a fazer as famosas segunda-feiras sem carne. Fui muito bem, obrigada! No dia seguinte fui na minha sogra e comi, sem brincadeira, uns 500 gramas de lambari frito. E com isso, na quarta, eu decidi que iria não comer mais nenhum bicho nessa vida porque não era justo isso.
E desde então estou me aventurando nessa culinária tão diferente para mim que é a vegetariana. Já descobri coisas deliciosas, outras péssimas, mas continuo tentando.
Por isso, quero compartilhar minhas receitas sem carne e um pouco das coisas que tenho visto mudando minha perspectiva.
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